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Registramos
colaboradores incansáveis neste período (73 a 79). Vera Costa,
Afonso Fabrício, Aurélio Nunes Gagino, Maria Lago, Maria José da
Silva, Lady Guglielmoni, Iolanda Oliveira, Nica e Homero Ibaldo, José
Julio Franco da Costa, José Vello, Palmor Franklin Neto, Prof.
Muruzzi, Silvio Lauro Baldino, Tereza Alvez, Sidnei Garcia, Lurdes e
José Gonçalves (padrinhos da escola), Clóvis Guimarães da
Silveira, Amílcar Costa, Ney Santos, Sérgio Vicente, Juraci Ramos,
Adão Fialho Cardoso e o historiador
uruguaianense Raul Pont que sempre complementava os enredos
com novos dados ancorados em seus conhecimentos. Um outro momento
importante foi em 1975 com a Glória e Esplendor do Cassino da Urca.
Neste ano a escola faz o lançamento do abre alas no carnaval de
Uruguaiana simbolizado em uma cortina típica de Cassino (na porta)
que se estendia ao largo da avenida escondendo a frente da escola de
samba do público, na intenção de convidar o espectador a
desvendar os mistérios ansiosos que se apresentavam dentro do
Cassino (proibido no Brasil). A comissão de frente eram homens
trajados (smoking) como mandava as regras de etiqueta da época, as
alegorias e adereços retratavam com fidelidade este local onde se
efetuavam jogos de dados, cartas e principalmente a roleta,
igualando a um retrato figurado que não nos sai da memória. Este
choque ótico produzido pelos carnavalescos nos faz lembrar as
expressões da população “ Este ano não tem pra ninguém. Os
Rouxinóis são os Reis do carnaval”.
O trabalho de pesquisa,
indagação, informação e minuciosidade sempre distinguiu Os
Rouxinóis, sua intenção foi sempre buscar inovações e levar ao
público uma cultura através de seus enredos que acrescentam na
comunidade o carnaval. Apresentando o enredo “Poema aos heróis do
Sertão” que relembravam as grandes epopéias brasileiras,
retratando os bandeirantes, os povoados e riquezas encontradas com
muita fidelidade nas fantasias e alegorias, a escola não conseguiu
fazer-se entender pelos nossos julgadores, não conseguindo sair
vencedora do carnaval, mas uma outra leitura foi verificada que a
levou a ser convidada pelo Prefeito de Porto Alegre, Guilherme Sócias
Villela a desfilar na passarela do samba na capital, isto devido as
glórias alcançadas no concurso de fantasias em Bagé, onde Os
Rouxinóis foram vencedores dos prêmios principais nas categoria
luxo e originalidade. A Prefeitura da Capital presenteou os Rouxinóis
com uma placa de prata comemorativa ao evento. Cinco ônibus levaram
os componentes da escola e os entendimentos foram realizados pela
EPATUR (Empresa Portoalegrense de Turismo) e o assessor de turismo
de nosso município Sr. Giliath Michelena Noronha.
Logicamente muitos viam
estas novidades como inovações inaceitáveis mas queremos
ressaltar sociedade vive de construções e reconstruções, assim
em julgamento futuro, observamos que os Rouxinóis simplesmente
acompanharam as tendências do porvir, a modernidade e acabou por
influenciar as demais entidades carnavalescas de nossa cidade e
principalmente as comparsas vizinhas, pois já nos anos 60 Os Rouxinóis
já desfilavam na vizinha cidade de Paso de Los Libres, portanto
fazendo-se propulsor deste carro cultural e que indiretamente acabou
por influenciar todo o carnaval que segue a linha do rio Uruguai,
pois é nítida sua ação. Em 1978 Os Rouxinóis prepara um grande
desfile para comemorar suas Bodas de Prata com o magnífico enredo
Praça Onze em Show Maior; também ocorreu uma modificação no
andamento do samba que foi preponderante para nossa evolução rítmica.
O samba naquela época executado pelas baterias (batucadas) possuíam
um andamento relativamente lento e sua base instrumental apetrechos
sonoros de pouca intensidade (surdinhos, bumbos, taróis,
reco-recos, caixetas etc...) o que dificultava a manutenção de um
ritmo mais rápido (esse é um dos motivos das baterias da época
possuírem grande número de componentes, 150 a 200 figurantes), ou
seja, tinha que compensar com quantidade. Então o Sr. Wanderlei
(negrinho) e João Baixinho (diretor de bateria) resolveram incluir
instrumentos maiores (surdões maracanã) e um tímpano trazido de
Buenos Aires para dar uma maior sustentação ao ritmo. Adiantando
esse tempo, o samba se transformou, ficou mais quente e fez a
entidade ganhar novas características, pois os foliões tinham que
deslizar com mais velocidade no asfalto e este jogo de corpos
percorrendo vários sentidos deu significado diferente ao
desenvolver da escola na avenida. Esta época também se
caracterizou pelo realce das fantasias e a nova concepção das
alegorias cujo aspecto ganhou vida nova com seqüenciais de iluminação
unidos a espelhos que davam mais brilho na aparência das grandes
fantasias inundadas e luxo. A principal atração foi o primeiro
carro alegórico com movimentos que se efetuou através de correias
colocadas na traseira do abre-alas da escola. Entre as pessoas que
confeccionaram grandes fantasias, destacamos: Madalena Ivanoff, Nely
de Castro, Lurdes Gonçalves, Anselmo Morais, José Luis (sabonete),
Nilo e Zilá Mascia, Marlene Brasil Schimitd, Liane Gonçalves
Paiva, Nehy Serpa, Lais Delgado Guglielmoni, Verinha Costa, Rosa
Maria Quadros, Margareth Noronha, Graça Vasconcelos, Cristina de
Castro Saldanha, Shirley Fagundes, Flávio Gonçalves Luzardo, Vera
Canaparro, Maria do Horto Rubim, Maria Elizabeth e Fátima
Cademartori, Marcos Caffarate, Sandra Costa, Mara Costa, Mariza
Velo, Ana Maria Bordignon, Soraya Santos, Artemiza Tomazonni, Maria
do Horto Pinheiro, Nadia Guterrez, Rosane Costa e Lucia Pacheco,
Sandra Trojan, Baia Rubim, Gustavo Paiva e Cuca Marzal.
ENREDOS
DA DÉCADA:
1973-Reminiscências
do Carnaval
campeã
1974-Zumbi
o Rei Negro dos Palmares
vice-campeã
1975-Glória
e Esplendor do Cassino da Urca
campeã
1976-Poema
dos Heróis do Sertão
vice-campeã
1977-não
participou
1978-Praça
Onze e Show Maior
campeã
(Bodas de Prata)
1979-Apoteose
do Samba
campeã
1980-não
participou
Neste período, o Presidente Severo Muruzzi Luzardo, foi o
incansável e apaixonado pelos Rouxinóis, tornando-se figura
indissipável da memória verde-branca.
A Sociedade Recreativa e
Cultural Os Rouxinóis, teve na década de 80, a
continuação do trabalho que tornou sólido seus ideais, que
eram de organizar uma escola de samba com características bem próximas
a modernidade e levar até seus dignos admiradores um sentimento de
prazer, felicidade, cultura, lazer e paixão para seus componentes.
Assim um de seus grandes colaboradores o Sr. Silvio Lauro Baldino
teve a difícil tarefa de arrecadar fundos para a construção da
primeira quadra de ensaios de Uruguaiana, que tinham como objetivo o
fim desta prática que muitas vezes se efetuavam na rua ou
simplesmente no terreno baldio ao lado da sede social sem estrutura
nenhuma. Com a doação do terreno pelo senhor Erno Schultz, em 1981
se concretizou o sonho de um local apropriado, com acomodações e
mais uma forma de arrecadação, para os recursos necessários para
montar os verdadeiros shows da verde-branco. Esta visão
carnavalesca e patrimonial de Severo e Magda sempre foram o espelho
dos Rouxinóis. Novos diretores foram aparecendo e ocupando lugar de
destaque dentro da escola. Assim criou-se um grupo de substituição
dos presidentes afim de ampliar o leque de cartolas e aumentar o número
de colaboradores. Citamos os seguintes presidentes, Palmor Franklin
Neto, Juares Muruzzi, Antônio Cândido Fernandes Brum, João Carlos
Ritter e Clarindo Barbosa. Foi nesse momento que a ala jovem assumiu
a direção de carnaval da escola e produziu seus melhores
trabalhos, que registraram para sempre nassas memórias. Tuca (filho
de Severo e Magda) que erdara dos pais a paixão pelo carnaval
participando ativamente da elaboração dos figurinos, alegorias,
fantasias e adereços, agora já esbanjava seu talento
supervisionando todo o trabalho da escola, juntamente com Cláudio
Piegas e Maria Bastos. A incansável Maria Lago sempre foi indispensável
na confecção das fantasias principalmente de mestre-sala e
porta-bandeira e no dia do desfile lá estava ela com uma nova
bandeira bordada, feita com tanto carinho como a cuidar de um filho.
No ano de 1985, marca-se
um dos grandes momentos de intercâmbio que se efetuou com Joãozinho
30 (Beija-Flor) onde Cláudio Heitor Piegas e Antônio Brum
participaram de um simpósio de carnaval na cidade de Porto Alegre a
convite do grande carnavalesco ROXO. |