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História
da Escola
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Os rouxinóis
teve origem de uma plêiade de jovens que se reuniam nas noites
quentes do verão que sob a luz de uma luminária na esquina da rua
24 de maio ( hoje Eustáquio Ormazabal)
com Bento Martins, para conversar e contar suas piadas e conquistas.
Estes jovens em freqüentadores da Sociedade Carnavalesca Cordão de
Ouro, departamento da Sociedade Beneficiente União Filhos do
Trabalho que situa-se na Rua Íris Valls entre Santana e Bento
Martins. Os rigores da sociedade tradicional da época deixavam
estes jovens inquietos e foi no dia 15 de janeiro de 1953, reunidos
na casa da dona Etelvina, conhecido como Beco da Comichão (Bento
Martins entre 24 de maio e Marechal Deodoro) atual Pousada Campeira,
onde morava o “Vadico”, que tinha como vizinho o “Moca” que
juntamente com Pichulim, Sidnei Garcia, Ubirajara da Fontoura,
Duqueza, Alberto Serdan, Beiço, Miguel das Neves e Carlos Aurélio
da Nova, lideraram o movimento que fundaria um escola de samba
genuinamente uruguaianense, já que um ano atrás os filhos do Mar
possuíam uma entidade formada somente por fuzileiros navais. Assim
a cadência do ritmo trazida por estes marinheiros
acabou por influenciar nossa antiga escola de samba em
atividade. Escolhido o presidente Sidnei Garcia e o diretor de
bateria Carlos Aurélio da Nova, restava agora escolher o nome da
escola, quando vindo do trabalho um changador de nome Juvenal é
solicitado que sugerisse um nome e este inspirou o nome “Os Rouxinóis”
por se tratar do pássaro de mais belo cantar que a natureza criou,
afirmando que quando este cantava, toda a floresta parava para
ouvi-lo. A escola foi formada inicialmente somente por homens, mas
pela proximidade com o bloco Cordão de ouro não resistiu ao
encanto feminino que acabou por
provocar todo um brilho e sensibilidade para engrandecimento da
escola. Citamos assim Tereza Alves, Clara Alves, Marlene Brongar
(Rainha), Monserrat, Zulma Alemcastro (rainha), Laci, Beth Valença,
Maria Helena Bilhalva como ícones da participação feminina nesta
fase contemporânea dos Rouxinóis que se estabeleceu entre 1954 até
1968. inicialmente as fantasias eram feitas com simplicidade, até a
estopa forrada com tecido para não picar, foi usada para
confeccionar os conjuntos, sendo que nesta mesma época foi lançado
nacionalmente os tecidos Bangus eram tecidos coloridos. Este grupo
conseguiu agregar em torno da cultura carnavalesca famílias
inteiras para composição de suas fileiras, como as famílias
Agapito, Valença, Bilhalva, Alves, da Nova, Abreu, Almeron,
Fagundes e tantas outras que vieram a seguir. A criatividade sempre
foi uma característica muito especial dos Rouxinóis, pois a sua
bateria possuía um ritmo com muito swing e já no ano de 1957, por
influência das bandas militares incorporou o tarol na escola de
samba, provocando uma maior vibração nesta bateria formada por
repiques, surdinhos, reco-recos, tamborins, frigideiras, agogôs, chocalhos,
sendo que estes instrumentos também eram fabricados pelo artesão e
componente Sidnei Garcia e nestes tempos só utilizava peles de
couro. A batida contagiava o público e provocava uma adesão cada
vez maior na escola que possuía um estandarte
na figura de um coração que identificava a cozinha. As
mulheres também faziam parte da bateria e diga-se de passagem
estavam presentes de forma natural em todos os setores da escola o
que prova que a mulher mesmo antes dos movimentos feministas já
participavam ativamente dos mais diversos segmentos da entidade
carnavalesca.

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Pesquisado
por: João Carlos Da Nova |
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